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Today: 11 de abril de 2026
24 de fevereiro de 2026
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Banco Central torna Pentest requisito regulatório. O que isso significa para conselhos, CISOs e líderes de instituições financeiras.

A regulação mudou e o impacto é estratégico. Com a publicação das Resoluções CMN nº 5.274/2025 e BCB nº 538/2025, o Banco Central eleva o padrão de cibersegurança no Sistema Financeiro Nacional. A partir de março de 2026, pentest deixa de ser boa prática recomendada e passa a ser obrigação formal.

Mas o ponto central não é apenas realizar um teste de intrusão. O órgão regulador está exigindo maturidade demonstrável, governança aplicada e evidência técnica auditável.

Bancos, fintechs, cooperativas e instituições de pagamento agora precisam comprovar que seus controles funcionam na prática.

O que muda na prática para sua instituição

Entre as mudanças, uma se destaca pela objetividade: a realização de pentests conduzidos por empresas especializadas passa a ser exigência legal. Os relatórios devem conter planos de ação para correção das vulnerabilidades e estar disponíveis para fiscalização.

O contexto explica o movimento, o sistema financeiro brasileiro registrou aumento expressivo de tentativas de invasão, fraudes digitais e ataques direcionados a infraestruturas críticas. A superfície de ataque cresceu na mesma velocidade da digitalização. O BCB entendeu que a maturidade de segurança precisa acompanhar essa evolução.

Documentação não é mais suficiente

As resoluções deixam claro que políticas declaradas não bastam. É necessário implementar e demonstrar controles técnicos efetivos: autenticação forte, gestão estruturada de vulnerabilidades, criptografia de dados sensíveis, proteção de perímetro e controle rigoroso de acessos privilegiados.

Outro ponto crítico é a obrigatoriedade de logs íntegros, rastreáveis e retidos por no mínimo cinco anos. Esses registros sustentam auditorias, investigações e supervisão regulatória. A incapacidade de demonstrar conformidade pode resultar em sanções e limitações operacionais.

A responsabilidade se estende aos fornecedores

A norma amplia a responsabilidade sobre serviços terceirizados. Provedores de nuvem, processamento de dados e funções críticas devem atender aos mesmos padrões exigidos das instituições contratantes.

A conformidade não termina no perímetro interno. A responsabilidade regulatória permanece com a instituição.

Pentest formal ou maturidade real?

Realizar um pentest não significa automaticamente reduzir risco. Um relatório com dezenas de vulnerabilidades não gera valor se a organização não tiver estrutura para priorizar, corrigir e validar remediações. O teste é diagnóstico, a maturidade está na capacidade de resposta.

A conformidade regulatória não pode ser tratada como evento pontual, ela exige governança contínua, integração entre segurança, desenvolvimento e operações, e acompanhamento estruturado da postura de risco.

Como estruturar governança técnica que atende o regulador

A Ivy Group S/A atua com instituições financeiras na execução de pentests baseados em metodologias reconhecidas e na estruturação de governança contínua de vulnerabilidades.

Nosso modelo combina técnica rigorosa, integração de segurança aos processos de desenvolvimento e acompanhamento estruturado. Controles baseados em OWASP ASVS, validação contínua e alinhamento com requisitos regulatórios fazem parte da operação, não apenas do discurso.

As novas resoluções deixam clara a direção do mercado: a segurança deixou de ser diferencial opcional. É requisito regulatório, operacional e estratégico.

Instituições que tratam o tema como obrigação burocrática enfrentarão pressão crescente. As que incorporam segurança à governança executiva estarão preparadas para operar com previsibilidade e resiliência.

Se sua instituição está estruturando adequação às novas exigências do Banco Central, nossa experiência no setor financeiro permite traduzir requisitos normativos em governança técnica aplicável e sustentável.

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