Durante muito tempo, terceirizar TI foi uma decisão operacional. A empresa precisava ganhar velocidade, escalar times ou reduzir gargalos pontuais, e o outsourcing resolvia isso com eficiência. O problema é que o contexto mudou, e muitas contratações continuam presas à mesma lógica.
Agora o desafio das empresas não é só a falta de mão de obra, e sim a falta de previsibilidade, governança e capacidade de tomar boas decisões em um cenário cada vez mais volátil.
Quando isso não é endereçado, o outsourcing deixa de ser solução e passa a ser um amplificador de risco.
A entrada da IA muda menos a tecnologia e mais a responsabilidade
Muito se fala em agentes de IA, mas pouca gente conecta isso ao impacto real no outsourcing.
Quando agentes passam a executar fluxos inteiros, corrigir incidentes, priorizar tarefas ou automatizar decisões técnicas, a empresa não está apenas terceirizando execução, está delegando escolhas que afetam operação, segurança e negócio.
Por isso, a discussão relevante é se existe governança para explicar, auditar e corrigir decisões ao longo do tempo.
As empresas que não exigirem rastreabilidade e clareza sobre como decisões automatizadas acontecem, estão terceirizando risco sem perceber. E daqui em diante, isso é cada vez menos aceito em questões jurídicas, compliance e o conselho.
Contratos por desfecho não é tendência, é consequência
A mudança para contratos baseados em resultado não acontece porque o mercado decidiu inovar. Ela acontece porque medir valor por hora deixou de fazer sentido.
Com a automação, a IA e o aumento real de produtividade, o esforço não representa mais impacto. O que importa é o que foi entregue, o que foi reduzido de risco, e o que foi acelerado de negócio.
Aqui surge um ponto sensível, “outcome based” só funciona quando existe maturidade operacional dos dois lados, sem métricas claras, sem priorização disciplinada e sem governança contínua, o contrato vira um conflito.
A dica mais prática é, antes de migrar para esse modelo, a empresa precisa garantir visibilidade real da operação, critérios claros de qualidade e capacidade de revisar a rota com rapidez. Sem isso, o problema é o modelo mal preparado.
Escopo aberto exige direção e foco
Outra mudança silenciosa em 2026 é a diminuição de projetos engessados, o mercado se move rápido demais para escopos parados por meses.
Por isso, cresce o modelo de capacidade contínua, no qual prioridades mudam conforme o negócio evolui. Quando bem estruturado, gera velocidade e adaptação. Mas quando mal feito, gera instabilidade.
O fator decisivo é a governança, tenha certeza de que você está operando com um bom ritmo de decisão, leitura constante da saúde da operação, alinhamento executivo e transparência sobre as entregas para maior vantagem competitiva.
Segurança precisa ser rotina de negócio
Você já deve saber que segurança não é mais algo que acontece em ciclos isolados, ela precisa acompanhar o desenvolvimento, a operação e a tomada de decisão.
Relatórios pontuais não reduzem o risco real, e um monitoramento sem contexto não protege ativos críticos.
O que funciona de verdade é a segurança integrada à sua operação, com acompanhamento contínuo, visão de impacto de negócio e capacidade de atuar antes que o problema se materialize.
É exatamente essa lógica que plataformas como o DevSecHub viabilizam: centralizar risco, segurança e governança em uma visão contínua, conectando dados técnicos a decisões executivas.
Se a segurança do seu negócio não está conectada à governança do outsourcing, ela está sendo tratada como custo e não como proteção.
Soberania de dados deixa de ser técnica e passa a ser decisão de liderança
Geopatriação e nuvem soberana não são discussões futuras, elas precisam fazer parte do processo decisório em setores regulados e ambientes críticos em decisões atuais.
As empresas precisam saber onde seus dados estão, quem tem acesso e sob qual jurisdição eles circulam. Isso impacta a arquitetura, os fornecedores e contratos.
O parceiro que não domina essa conversa perde espaço antes mesmo de falar de tecnologia.
O que diferencia outsourcing gerenciável de terceirização comum
Quando observamos os modelos que realmente funcionam, existe um padrão: o outsourcing gerenciável não gira apenas em torno de pessoas alocadas, mas em torno de toda uma operação.
E isso inclui governança contínua, com acompanhamento da saúde do time e do cliente, suporte consultivo para decisões técnicas e a segurança embarcada desde o onboarding.
É exatamente nesse ponto que a Ivy Group S/A se posiciona de forma diferente, não como fornecedora de mão de obra, mas como parceira operacional.
Com Business Partners dedicados, leitura constante de health score, backoffice técnico consultivo e modelos que permitem evoluir de alocação para desfecho com segurança, é possível reduzir ruído, aumentar a previsibilidade e permitir que o cliente foque no que realmente importa: o negócio.
Saiba isso antes de contratar ou renovar outsourcing
As questões mais importantes nesse início de ano são:
- Quanto de risco o outsourcing está absorvendo ou criando?
- Existe governança clara e existe visibilidade real da operação?
- É possível corrigir a rota rapidamente mantendo a segurança integrada ao modelo?
Se essas respostas não estão claras para o seu negócio, seu modelo precisa ser revisto.
Para isso, a melhor decisão é conversar com especialistas que vivem essa realidade na prática e ajudam empresas a estruturar outsourcing como operação estratégica.
Entre em contato com os nossos especialistas e avalie como evoluir seu modelo de outsourcing com maturidade, segurança e previsibilidade.