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Today: 9 de fevereiro de 2026
5 de fevereiro de 2025
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Brasil é o 4º país com mais ameaças cibernéticas na América Latina; vejas as vulnerabilidades mais exploradas

As ameaças digitais crescem a um ritmo alarmante, e o Brasil segue como um dos países mais visados da América Latina. Recentemente, li um estudo da ESET que mostra o nosso país na quarta posição em termos de ataques digitais na região. Acredito que essa estatística evidencia a urgência de aprimorarmos cada vez mais a cibersegurança, tanto no ambiente corporativo como entre os usuários individuais.

Veja a lista dos cinco países mais visados:

1- Peru

2- México

3- Equador

4- Brasil

5- Argentina

De acordo com a ESET, a América Latina experimentou 2,6 milhões de amostras únicas de malware nos primeiros seis meses de 2024. Essa categoria inclui ameaças clássicas, como trojans, worms e spyware, que, por sua vez, continuam extremamente eficazes, especialmente em regiões onde a segurança digital ainda enfrenta desafios.

Curiosamente, o phishing permanece um dos métodos mais difundidos, com quase 1,9 milhão de amostras detectadas na América Latina. Apesar da grande evolução das ameaças, o phishing segue sendo extremamente eficaz para os golpistas, principalmente pela simplicidade desse ataque. Mesmo após décadas de uso, essa técnica de engenharia social consegue enganar uma parcela significativa de usuários, expondo informações pessoais e corporativas a grandes riscos.

Outro ponto que chama atenção no levantamento é que o Windows segue como um alvo constante dos cibercriminosos. Sua popularidade o torna um “prato cheio” para ataques, ainda mais considerando que muitos dispositivos ainda rodam versões sem suporte oficial. Uma versão desatualizada se transforma em uma porta aberta para invasores.

Detalhe, isso não é uma crítica ao sistema, mas sim um alerta: qualquer plataforma sem manutenção adequada é uma vulnerabilidade em potencial. A questão aqui não é apenas de tecnologia, mas de educação digital. Uma maior conscientização e orientação para os usuários sobre a importância das atualizações de segurança ajudaria a reduzir essa exposição.

Me chamou atenção na leitura do estudo quais os três tipos de malware mais comuns nos ataques. Em minha opinião, essa informação revela o quanto ainda precisamos evoluir e reforçar as vulnerabilidades. Segue as principais:

Injetores Buscando se infiltrar em processos legítimos, os injetores são uma tática eficiente para acessar dispositivos de forma discreta. Controlando remotamente o sistema, eles conseguem monitorar a atividade do usuário, transformando um computador seguro em um ponto de acesso para outras ameaças.

  • Modo Operante:
  1. Inserção em Processos Legítimos: Injetores são projetados para se infiltrar em processos legítimos de sistemas operacionais ou aplicativos, tornando difícil sua detecção por antivírus.
  2. Acesso Remoto e Controle: Uma vez instalado, o injetor permite que o atacante controle remotamente o sistema comprometido.
  3. Monitoramento de Atividades: Ele pode registrar atividades do usuário, como senhas digitadas, cliques e navegação na internet.
  4. Ponto de Acesso: Transformam o dispositivo infectado em um gateway para a entrada de outras ameaças, como trojans, ransomware ou spyware.
  5. Persistência: Utilizam técnicas avançadas para garantir que continuem ativos mesmo após reinicializações ou ações de segurança do usuário.

Kryptik (Trojan) Esse trojan tem um alvo específico: informações financeiras. Por meio de anexos falsos em e-mails ou atualizações falsas, ele rouba dados financeiros e coloca o dispositivo em uma botnet. As empresas precisam estar atentas a esse tipo de malware e tomar medidas para educar seus colaboradores sobre práticas seguras no uso de e-mails.

  • Modo Operante:
  1. Veiculação: Geralmente distribuído por meio de e-mails de phishing, anexos falsos, ou atualizações falsas de software.
  2. Roubo de Informações Financeiras: Após a instalação, o Kryptik é programado para procurar dados financeiros específicos, como credenciais de banco, números de cartões de crédito ou informações de login em sistemas financeiros.
  3. Botnet: Adiciona o dispositivo comprometido a uma botnet, permitindo que ele seja controlado remotamente pelo atacante para atividades como envio de spam, disseminação de malware ou execução de ataques de larga escala.
  4. Evasão de Detecção: Utiliza criptografia e técnicas de ofuscação para evitar detecção por antivírus e outros mecanismos de proteção.

Expiro (Worm) O Expiro transforma o dispositivo em um “soldado” para realizar ataques de negação de serviço (DoS), além de coletar dados do usuário. Embora o uso de worms não seja novo, a capacidade de fazer parte de uma botnet complexa mostra como as ameaças se tornam cada vez mais coordenadas.

  • Modo Operante:
  1. Propagação Rápida: Como um worm, o Expiro se espalha automaticamente para outros dispositivos na mesma rede, explorando vulnerabilidades ou compartilhamentos inseguros.
  2. Coleta de Dados: Ele coleta informações do sistema infectado, como dados pessoais, histórico de navegação e credenciais salvas.
  3. Integração em Botnets: Uma vez ativo, o dispositivo infectado se torna parte de uma botnet, que pode ser usada para executar ataques coordenados, como ataques de negação de serviço (DoS/DDoS).
  4. Alteração de Arquivos Executáveis: O Expiro pode infectar arquivos executáveis no sistema, corrompendo-os ou tornando-os vetores para infectar outros sistemas.
  5. Persistência e Complexidade: Ele utiliza técnicas avançadas para permanecer ativo no sistema e aumentar a dificuldade de remoção.

Prevenção Geral

  • Educação:
  • Atualizações:
  • Ferramentas de Proteção:
  • Segurança de Rede:
  • Monitoramento:

Deixo aqui um link com uma reportagem que traz quais as vulnerabilidades mais exploradas pelos fraudadores na América Latina e os riscos. Clique neste link para acessar.

A realidade é que os recursos tecnológicos não são suficientes por si só. Precisamos de uma cultura de segurança digital, uma conscientização constante sobre o comportamento seguro. Em última análise, não adianta investirmos em tecnologia de ponta se o comportamento dos usuários continua a abrir brechas.

Pensando nas empresas, acredito que o sinal de alerta jamais deve ser desligado. As ameaças digitais não mostram sinais de desaceleração, e o Brasil, por sua relevância e volume de ataques, deve se posicionar de forma mais ativa no combate a esses riscos.

Por isso, sou a favor de uma abordagem proativa. É dessa forma que vamos conseguir sair na frente dos fraudadores e evitar prejuízos milionários. Aqui na Ivy, contamos com as melhores ferramentas de mercado e profissionais altamente qualificados que são capazes de identificar os alvos e principais vulnerabilidades que podem gerar riscos e prejuízos para a companhia.

Além disso, realizamos análises e testes contínuos dos ambientes, neutralizando as tentativas de ataque hacker e ajudando nossos clientes a mitigar riscos. Deixo aqui um link para quem quiser conversar sobre nossos testes com um especialista.

Em vez de esperar por novos incidentes, é hora de investir na criação de uma cultura de segurança digital que seja duradoura e eficaz. Segurança é uma combinação de tecnologia robusta e usuários informados – e sem isso, continuaremos vulneráveis, mesmo com as melhores soluções de segurança em mãos.

Minha recomendação é clara: empresas e indivíduos precisam tratar a segurança digital como um compromisso constante. A soma de ações práticas e preventivas é o que garantirá um ambiente digital mais seguro para todos.

Para enfrentar as ameaças sofisticadas como Injetores, Kryptik e Expiro, é indispensável contar com o suporte de uma empresa especializada, como o Grupo Ivy, que oferece expertise em Cibersegurança e SRE (Site Reliability Engineering).

Veja como o Grupo Ivy pode atuar para prevenir e mitigar essas ameaças:

1. Criação de Processos Personalizados de Segurança

  • Mapeamento de Riscos: Identificar vulnerabilidades específicas no ambiente da empresa por meio de auditorias e testes de penetração.
  • Segurança por Camadas: Implementação de medidas de segurança em múltiplos níveis, desde o endpoint até a rede e a nuvem.
  • Automatização de Respostas: Desenvolver sistemas para monitorar e reagir automaticamente a atividades suspeitas, como comportamentos de botnets ou acessos não autorizados.
  • Gestão de Patches: Criação de processos contínuos para garantir que todas as atualizações de segurança sejam aplicadas de forma rápida e eficiente.

2. Monitoramento Contínuo e Proativo

  • SOC (Security Operations Center): Um centro de operações especializado que realiza o monitoramento 24/7, identificando e respondendo a incidentes em tempo real.
  • Análise de Logs e Tráfego: Utilizar ferramentas de análise avançada para identificar padrões de comportamento que indiquem a presença de ameaças, como worms ou injetores.
  • Threat Intelligence: Implementar serviços de inteligência contra ameaças para prever e prevenir ataques antes que ocorram.

3. Desenvolvimento de Plataformas de Defesa

  • Soluções Personalizadas: Desenvolvimento de plataformas exclusivas para a empresa, como sistemas de firewall gerenciados, ferramentas de análise de vulnerabilidades e software de detecção de anomalias.
  • SIEM (Security Information and Event Management): Ferramenta que integra e analisa dados de segurança em tempo real, detectando ataques como os executados por trojans como o Kryptik.
  • Gestão de Identidade e Acessos: Implementar controles rigorosos para limitar acessos a dados sensíveis, utilizando autenticação multifator e privilégios mínimos.

4. Treinamento e Capacitação de Colaboradores

  • Campanhas de Conscientização: Realização de treinamentos regulares para ensinar os colaboradores a identificar tentativas de phishing, anexos suspeitos e práticas inseguras.
  • Simulações de Ataques: Realizar exercícios práticos que simulem cenários reais, como ataques de ransomware e propagação de worms, para preparar a equipe para respostas rápidas.
  • Certificação de Competências: Oferecer programas de certificação em segurança digital para os principais times internos.

5. Suporte em Incidentes e Recuperação

  • Resposta Rápida: Equipes especializadas para atuar imediatamente em caso de ataque, minimizando o impacto sobre as operações.
  • Recuperação de Dados: Serviços de backup e restauração para garantir que as informações críticas estejam protegidas contra sequestros de dados ou danos causados por worms.
  • Análise Pós-Incidente: Realizar auditorias detalhadas para identificar falhas no sistema e implementar melhorias.

Por que o Grupo Ivy?

O Grupo Ivy combina expertise em tecnologia, cibersegurança e gestão de infraestrutura com uma abordagem personalizada e eficiente. Nossas soluções são projetadas para empresas que precisam de proteção robusta contra ameaças emergentes, mantendo a continuidade dos negócios e a confiança dos clientes.

Ao contratar o Grupo Ivy, sua empresa garante:

  • Proteção contínua e proativa.
  • Processos de segurança adaptados às necessidades do seu negócio.
  • Treinamento que transforma colaboradores em aliados da segurança.
  • Suporte ágil em situações críticas.

Essa parceria não apenas mitiga riscos, mas também reforça a credibilidade da empresa em um mercado cada vez mais desafiador no aspecto digital.

E você, o que pensa disso? Me chame, vamos conversar mais sobre esse tema e entender como podemos orientar os usuários e empresas a estarem mais seguros.

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